MUNDIAL DE MOTOCROSS 2016 – MXGP 5ª ETAPA MÉXICO

Boa tarde galera, como vão vocês?

Por aqui tudo bem! Neste final de semana tivemos a 5ª etapa do ilustríssimo Mundial de Motocross, na pista de gosto duvidoso em Leon, no México.

E porque gosto duvidoso? Bem, a pista não ajuda. O solo duro e com poucos pontos e opções de ultrapassagem não facilita a vida dos pilotos. Além disso, a forte poeira era combatida com a organização molhando a pista demais, o que a deixava escorregadia, e logo secava e virava aquele asfalto duro com pontos menos usados com lama. Resumindo, uma merda. Francamente não sei até que ponto vale a pena ter um GP desses no campeonato. Ambos os extintos gp’s brasileiros eram muito melhores e de maior aprovação pelos pilotos (que falta faz uma confederação decente e que lute pelo nosso esporte).

Enfim, ainda assim foi uma corrida muito disputada na medida do possível! Os protagonistas dos GP’s passados se revesaram na vitória das baterias. Melhor para Gajser, que fez um 2-1 em cima do 1-2 de Febvre, com uma perseguição belíssima. Acompanhe:

Na primeira bateria, Gajser sofreu com uma pedra no seu freio traseiro e após algumas galinhadas, estava coom o suporte de seu tanque totalmente solto, dificultando sua pilotagem.

Gajser em ação no México. Os mesmos 47 pontos que Gajser conquistou, Febvre também porém a vitória é do eslovênio via critério de desempate. foto: Honda

Gajser em ação no México. Os mesmos 47 pontos que Gajser conquistou, Febvre também porém a vitória é do eslovênio via critério de desempate. foto: Honda

Já a segunda colocação, como falamos ficou com Febvre. Veja o que o francês falou sobre o circuito mexicano e as baterias.

Fizemos algumas mudanças na moto para a segunda bateria e funcionou pois na primeira curva após a largada eu estava na frente pronto para lutar. Estava mais rápido que o Gajser no começo, porque pude escolher os melhores traçados, mas logo ele também encontrou as melhores linhas e não foi possível passar. Estou um pouco desapontado, mas a chave dessa corrida era o holeshot.”

Francês se mantém na frente de Gajser pelos mesmos 3 pontos da última etapa. foto: Rinaldi Yamaha

Francês se mantém na frente de Gajser pelos mesmos 3 pontos da última etapa. foto: Rinaldi Yamaha

Repetindo o mesmo resultado da semana passada, e sendo superado apenas pelos dois ponteiros, parece que o alemão Max Nagl está cada dia mais próximo da briga pela ponta, embora essa distância ainda pareça um pouco grande demais. Nagl foi o terceiro no México, com dois terceiros lugares e uma corrida muito cautelosa. Na segunda bateria, Febvre e Gajser chegaram a abrir 30 segundos do alemão.

Alemão levou mais uma vez sua Husq ao topo. foto: MXGP

Alemão levou mais uma vez sua Husq ao topo. foto: MXGP

Evgeny Bobrishev finalizou na quarta colocação, com dois quartos lugares bem calmos e tranquilos, com uma cautela a mais se comparado com o cara que duelou tão fortemente com Gajser a vitória no Qatar. E quase que Bobrishev fecha umas das baterias em terceiro, se não  fosse Max Nagl. Veja!

Cada dia melhorando sua pilotagem e mais recuperado das lesões da pré temporada, Clement Desalle conseguiu seu melhor resultado até então e também como piloto da Kawasaki (grande aposta da marca verde após a saída de Villopoto)

Fazia tempo que Desalle não dava as caras por aqui. Dois quintos lugares colocaram o piloto da Kawa na última posição do top5. foto: Kawasaki Divulgação

Fazia tempo que Desalle não dava as caras por aqui. Dois quintos lugares colocaram o piloto da Kawa na última posição do top5. foto: Kawasaki Divulgação

Na sexta posição, ficou o apagado Antonio Cairoli com seu pior resultado da temporada. Toni, fez um distante 6º lugar na primeira bateria e um tenebroso 9º lugar na segunda. Seguindo as palavras do italiano “Esse é um GP pra ser esquecido”.

Fora do podium, Cairoli levou bucha de caras como Tommy Searle, Valentin Guillod e Glenn Coldenhoff. Realmente essa pista não se encaixou para o italiano. foto: MXGP

Fora do podium, Cairoli levou bucha de caras como Tommy Searle, Valentin Guillod e Glenn Coldenhoff. Realmente essa pista não se encaixou para o italiano. foto: MXGP

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO APÓS 5 GP’S

  1. Romain Febvre – 219 pts
  2. Tim Gajser – 217 pts
  3. Antonio Cairoli – 171 pts
  4. Evgeny Bobrihsev – 170 pts
  5. Max Nagl – 165 pts
  6. J. V. Horebeek – 162  pts

Como podemos ver , podemos dividir os 6 primeiros em dois pelotões. Em primeiro vem a briga direta de Gajser e Febvre. É a nova geração do motocross mundial que superou a antiga. Veja bem, esse ano ninguém ganhou baterias além de Febvre e Gajser. Os antigos ponteiros Cairoli, Desalle, Nagl e derivados nada fizeram a não ser esperar um erro dos dois… O motocross está passando pela “troca de geração” e honestamente, estou gostando do que estou vendo.

Mais pra baixo, a geração mais velha que briga pela terceira colocação no campeonato. São 4 pilotos em um intervalo de 9 pontos. Qual briga você acha que empolgarás mais? E vale lembrar que agora também temos um Clement Desalle disposto a bagunçar as tabelas!

eeeeeel vencedoressssss (MXGP)

eeeeeel vencedoressssss (MXGP)

E é isso ai galera! Estamos encerrando por aqui esse final de semana, e nos vemos dia 01 de maio em Keguns na Letônia, pista que já foi palco do Motocross das Nações!

Aquele abraço e deixo vocês com mais uma imagem de Gajser inspiradora! Braaaap

GAJSER

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